03
dez
10

CHEIRO DE MULHER

 

Fotografia: Alma de Mulher by GEISA

 
 

 

 

 

 

CHEIRO DE MULHER 

 

 

 

 

Depende da pele…

 

Atrai ou repele…

 

Conectividade Chanel,

 

mandando homem pro céu….

 

Em verdade vos digo, mulher tem cheiro de rito.

 

Coisa celestial … necessário  animal  …

 

Arrimo da vida, prumo da subida, redenção querida…

 

E o cheiro…Uauu !

 

Estonteante canal, ligação do sublime, vencendo o que reprime…

 

     Platão dizia que o corpo contamina a alma,

 

 não pisca   com estrela D’Alva,

 

pois que o corpo  amoroso livra de tudo que aflige,purifica a aura,

 

Dante balsa; travessia descalça…

Fico pensando em Deus,

 fico pensando no Amor, gigantismo do Criador em desenhar este licor…

Quero sempre mulher, embriagar a dor, carinho da colher, que o garfo requer…   

 Já comeu talharim?

 Sonho sem fim, eu revisor de mim; amparado na colher, girando talher,

perfeição mister, que o garfo requer…

Contato que excita, do gesto reflita, até a cama de Pasárgada,

talvez seja o Paraíso, como uma  mentira rápida…

Carneiro em aríete, galdério fálico…

Termostática, válvula da vida, querência querida, maravilhosa elástica…

Prosa sarcástica?

Não, homenagem ménage, festa no Céu, divina camaradagem,

 outorgando a sacanagem, deliciosa miragem…

Cinderela ou Rapunzel, todas tem mel…

 Soprando a vida em criatura querida, magia destemida,

Afrodite vivida!

Gancho no Machado de Assis em seu entardecer:

A primeira condição de quem escreve é não se aborrecer.

Mas eu continuo tentando, vou rezando…

Em vidas procurando outro cheiro mulher, digo melhor…

Em nada encontrando, saboreando…

Cremosa onerosa, poderosa rosa…

Morango da prosa…

Presente celestial, genuíno degrau, ponte para o sempre…

Lambrusco da mente…

Pois sei que também Deus, criou a serpente!                      

Pernas do Moulin Rouge, dinâmica que surge, coreografia da felicidade,

 bem vinda eternidade, libertina afinidade, sempre cheira claridade…

 Pitonisa pintura, designer criatura, vida em fervura…

 Ebulição da candura, extinção da amargura, comédia da ternura…

Vem divina majestade, costela do encantar…

Paridade do amar…

Velocino verdadeiro, busca do guerreiro, argonauta matreiro…

Em linhas da vida total devaneio, linhas do meio…

 Vem encanto deste trovador, rabiscando brejeiro…

Essencial preferido cheiro !

 

José Carlos Paiva Bruno
 
 
 
 
 
 
 
 

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